Aluguel para baixa renda: por que é oportunidade durante a crise?
Em momentos de crise, é preciso pensar estrategicamente e aproveitar as oportunidades. No mercado imobiliário, o aluguel para baixa renda tem-se mostrado uma das alternativas mais seguras para cobrir os custos de um imóvel, mesmo que isso implique abrir mão de valores maiores. Entretanto, os corretores muitas vezes encontram resistência dos proprietários em negociar o valor do aluguel para se adaptar à realidade do momento. É preciso saber como agir. Para isso, cabe ao profissional entender, antes de tudo, os motivos das dificuldades em alugar imóveis mais caros e a importância de buscar alternativas viáveis. Acompanhe as informações que reunimos neste artigo e saiba mais a respeito. O cenário econômico e suas implicações no mercado imobiliário É fato que a economia impacta o mercado imobiliário. Isso não acontece somente por intermédio dos produtos do mercado financeiro (devido à oscilação dos valores de fundos imobiliários , por exemplo). O IGP-M, Índice Geral de Preços do Mercado, é o principal indexador dos reajustes de aluguel. Quando o mercado se retrai, os preços sofrem o mesmo processo. Como a crise não acontece da noite para o dia, ao observar o movimento dos números você percebe o furacão se formando no horizonte. Voltando um pouco no tempo e olhando para 2010 , percebemos que o aumento do preço dos aluguéis, embora continuasse acontecendo, estava desacelerando. Ficaram em: 18,56% em 2010; 17,30 em 2011; 10,58% em 2012; 7,86% em 2013. Esse valor foi caindo cada vez
mais, até que, em 2016, no centro da crise, viu-se um fenômeno que não acontecia desde 2008: a queda nos preços. Foi observado um recuo de mais de 3%, que, quando aplicado o IPCA para descontar a desvalorização da moeda (por causa da inflação), a queda real ultrapassava 12,5%. No mercado imobiliário, não é só o aluguel que é afetado pela crise. A redução dos preços de venda e os índices de inadimplência também são problemas registrados nesse período. Para se ter uma ideia, a Caixa Econômica Federal, maior agente do Sistema Financeiro Habitacional do país, aumentou em mais de 80% o índice de retomadas (situações em que o imóvel foi resgatado de um comprador inadimplente). Não é fácil para um locador adaptar sua qualidade de vida e sua rotina ao lidar com um decréscimo de sua renda: mas isso também acontece para o locador, que busca alternativas mais baratas. Os índices de desemprego e de endividamento crescem e, com eles, as dificuldades em se manter estável nesse momento delicado da economia. É preciso entender esse movimento e se adaptar à realidade do momento. Assim, a regra do momento é: dance conforme a música. O aumento da oferta e a redução da demanda Diante de um quadro desse, o que acontece? O número de imóveis disponíveis cresce, e o locador passa a ter mais opções, escolhendo a que mais se adapta ao seu orçamento. Com isso, os imóveis mais caros não giram, por assim dizer. Eles ficam “na prateleira”, perdendo espaço para opções mais econômicas. O consumidor, também