O que a alta dos imóveis em fevereiro revela sobre o mercado imobiliário em 2026?
Os preços dos imóveis residenciais seguiram em alta no começo de 2026. Em fevereiro, o IGMI-R subiu 0,93%, depois de uma alta de 1,27% em janeiro. No acumulado do ano, o avanço chegou a 2,21%, e a valorização em 12 meses ficou em 19,70%. O dado mais importante não é apenas a alta mensal, mas o fato de ela aparecer de forma ampla entre as capitais acompanhadas. Para corretores e imobiliárias, isso reforça a necessidade de precificação mais técnica, captação mais qualificada e orientação mais estratégica ao cliente. Por que a alta de 0,93% em fevereiro merece atenção? Porque ela não aconteceu no vazio. Janeiro já havia sido forte, com avanço de 1,27%, e fevereiro manteve a curva positiva, ainda que em ritmo um pouco menor. Isso mostra um mercado que desacelera na margem, mas continua valorizando com consistência. No acumulado de 12 meses, o índice saiu de 19,67% em janeiro para 19,70% em fevereiro. Na prática, isso significa que o mercado imobiliário residencial entrou 2026 sem dar sinais de reversão de tendência. Não é uma explosão pontual. É continuidade. O que os dados do IGMI-R mostram sobre o início de 2026? O relatório de fevereiro mostra alta nacional de 0,93%, acumulado de 2,21% no ano e valorização de 19,70% em 12 meses. Entre as capitais destacadas no material, Goiânia liderou a alta mensal com 2,54%, seguida por Salvador, com 1,65%, e Porto Alegre, com 1,18%. Também avançaram Brasília, com 1,11%, Curitiba, com 1,07%, Recife, com 1,00%, Rio de Janeiro, com 0,69%, Fort
aleza, com 0,67%, Belo Horizonte, com 0,62%, e São Paulo, com 0,60%. Esse espalhamento importa muito. Quando quase todo o mapa monitorado aponta para cima, a leitura deixa de ser local e passa a ser estrutural. O mercado pode ter nuances diferentes em cada praça, mas o pano de fundo é o mesmo: valorização ainda forte. O que o índice mede de fato — e por que isso importa? O IGMI-R é um índice da Abecip em parceria com o FGV IBRE e é calculado com base em laudos de imóveis financiados pelos bancos. A série mensal começa em janeiro de 2014 e a base reúne informações de mais de 4 mil municípios. Esse ponto é importante porque ajuda a qualificar a conversa. Não se trata apenas de um termômetro de preço pedido em anúncio. Trata-se de um indicador apoiado em avaliações do mercado de crédito imobiliário. Na prática, isso tende a tornar a leitura mais útil para quem quer entender tendência real de valorização, e não só expectativa de vendedor. Essa é uma inferência editorial a partir da metodologia pública do índice. Por que essa valorização espalhada muda o jogo para o mercado? Porque ela altera a forma como profissionais e clientes enxergam timing. Quando os preços sobem de forma disseminada, três efeitos aparecem quase ao mesmo tempo. O primeiro é psicológico: compradores começam a perceber que esperar indefinidamente pode custar caro. O segundo é comercial: vendedores ganham confiança para revisar preço. O terceiro é operacional: corretores e imobiliárias precisam separar oportuni